Sempre achei os livros mais do que textos: são objectos, coisas que ocupam espaço e têm peso — e ainda bem. Um aspecto curioso destes objectos, e também das palavras neles impressas, é a forma como são uma espécie de âncoras de certas memórias...
Ao ver o meu filho a aprender a falar como uma esponja absorve água, só posso concluir que, de facto, o nosso cérebro está muito bem preparado para aprender a linguagem humana. Sim, temos um instinto para aprender a língua que nos rodeia (ou as...
Depois da condenação aos ataques ao Charles Hebdo, começou a discussão sobre os limites à liberdade de expressão. Nada contra debater tão importante assunto, mas, neste contexto, faz tanto sentido como debater a presença de mulheres num beco escuro...
Na sequência do artigo de há uns dias sobre as palavras inglesas de origem portuguesa, fui tentar encontrar palavras espanholas que tivessem sido roubadas à nossa língua. São raras, mas existem: são os chamados lusismos do espanhol. Depois de...
Há línguas com problemas de identidade: por exemplo, o catalão é chamado de valenciano na Comunidade Valenciana — alguns valencianos consideram este outro nome como uma outra forma de nomear aquela que é a mesma língua, enquanto outros consideram o...
No Medium.com, escrevi um artigo em que pergunto: “Para a minha geração, a Europa é um conjunto de coisas simples: percorrer a Europa de InterRail sem passaporte; poder trabalhar noutro país sem pedir autorização; poder votar em eleições...
O gosto por acumular livros apanha-se uma vez e dele dificilmente nos curamos. Normalmente, começa cedo e durante alguns anos os sintomas não são muito visíveis: afinal, é preciso algum tempo para acumular um número de livros suspeito. Mas aí por...
O meu filho tem dois anos e alguns meses e já começa a sentir a necessidade muito portuguesa de sair de casa logo que vê o sol a entrar pela janela. Pois este domingo, logo que acordou e viu o brilho do sol lá fora, desatou a pedir para ir para a...
Não, os livros não são para sempre: dificilmente sobreviverão mais do que algumas centenas de anos — principalmente os livros pejados de químicos que temos nas nossas casas (é só ver a cor dos exemplares de há alguns anos). As obras da Antiguidade...
Há quem se queixe muito dos anglicismos e outras invasões da língua portuguesa, mas o certo é que as línguas nunca foram e nunca serão compartimentos estanques. Andam sempre a entornar palavras umas nas outras. O inglês, por exemplo, veio cá buscar...





