O meu sobrinho Dinis perguntou-me no outro dia: — Tio, também és revisor? Não sei o que terá ele ouvido para me fazer tal pergunta, mas respondi: — Sim, sou. Ele pôs um sorriso tremendo e exclamou: — Que fixe! Quer dizer que trabalhas nos comboios...
Um leitor (que devia estar irritado com o mundo) deixou-me um comentário um tanto a dar para o agressivo, acabando por dizer que eu andava por aí a assassinar a língua. Eu abri a boca de espanto: fogo, essa ainda não tinha ouvido. Ora o que fiz eu...
Quem foi o primeiro falante de português? Qual era a língua de D. Afonso Henriques? Como seria o sotaque de Luís de Camões? Qual terá sido o primeiro livro impresso em Portugal? Como seria a voz de Eça de Queirós? Algumas destas perguntas não têm...
Há uns tempos, a minha cunhada chegou-se ao pé de mim com uma carta da Segurança Social na mão. Era uma carta dirigida ao pai dela e nenhum deles tinha conseguido perceber o que lá estava escrito. Peguei na carta. Li o texto. Reli o texto. Sentei-me...
Andei a tentar começar um blogue de textos que nunca ultrapassassem um parágrafo… Porquê? Porque queria escrever mais, escrevendo menos… Queria treinar a brevidade (que é um talento que me escapa). Mas não dá: fico arrepiado com aqueles...
Ontem andei num rodopio para conseguir ficar despachado e ir falar um pouco sobre a língua portuguesa. A entrevista era às 19. Ora, fiz contas e fui para o carro quando faltava menos de uma hora, para ir pôr a Zélia a casa e então ir para os...
(1) Perguntar «Qual é a história?». Isto é especialmente irritante quando estamos a ler um livro de ciência («A história d’O Gene Egoísta? Hum, havia um gene. Era um bocado egoísta.»). Mas mesmo no caso dum romance, perguntar «qual é a...
O meu irmão Diogo andou a bater-me na cabeça para ler este livrinho: The Most Human Human, de Brian Christian. Porque tinha muito a ver comigo, falava de literatura e tradução e computação (sim, é possível juntar esses temas num só livro) e por...
Este colunista do i teve um Natal infeliz: acreditava que todos deviam pronunciar as palavras como ele (e saber falar de vinhos), mas encontrou um taxista que diz «ròtunda», ouviu um amigo distraído a dizer «vinho muito incorporado», teve mais uns...
Não é a única razão para ler O Que Fazem Mulheres: também temos um capítulo solto para ser enfiado onde quisermos (salvo seja) e cinco páginas que não são para ler — e lá estão bem fechadas, à espera que algum leitor mais curioso se...




